domingo, 28 de dezembro de 2008

Don't mess with Mother Nature!

Fazer 29 anos é, ao mesmo tempo, prazeroso e cruel: ainda não é 30, mas a contagem regressiva começa agora.

Já contrariei a Mãe Natureza: não procriei até agora. Para ela, sou um fracasso biológico. Todo esse aparato físico-químico apto a gerar vidas totalmente "desperdiçado" com a chegada dos quase-30. Fazer o quê?

A Mãe Natureza não perdoa. Se tento driblá-la ao priorizar objetivos menos reprodutivos, ela é cruel em me fazer lembrar algumas de suas leis mais simples. A da gravidade, por exemplo.

Simples assim.

Ontem assistindo ao adorável "Being There" e ao recente e também agradável "Good", percebi a beleza de algo comum: à mesa de jantar, o barulhinho do vinho sendo despejado no copo, a garrafa sendo delicadamente colocada de volta sobre a mesa e toda a sequência de gestos suaves que se segue.

Se até esse momento eu não tivesse o hábito de beber vinho, a estética da cena certamente levar-me-ia a experimentá-lo.

Em tempo: há outras semelhanças entre os filmes. Vale a pena refletir sobre elas.