Ok, nós conhecemos o termo "wingman". Ele é usado para designar aquele cara que, na paquera, distrai, confunde e pentelha a sua amiga enquanto o amigo dele, ou "pilot", aborda o "alvo", ou seja, você. Nem sempre cabe ao "wingman" a amiga menos bonita, digamos assim. Às vezes, ambos os espécimes masculinos - note a ênfase biológica a despeito da aeronáutica - comportam-se ora como "pilots", ora como "wingmen". Tudo é relativo.
Uma coisa é certa no entanto: a tolerância é muito menor quando ambos, por limitação cognitiva ou auto-compaixão agem como "wingmen":
- Amiga, bora sair daqui porque dois ploc-monsters estão olhando para cá e vão chegar em menos de 40 segundos... Anda, mulher. Caminha, caminha.
(...)
-
(cochicho) Too late. Droga, eu falei pra você agilizar.
(...)
Wingman 1:- Você vem sempre aqui?
-
(foi isso mesmo que ouvi???) Não, não venho nunca. Agora, por exemplo, não estou aqui, o que faz com que esta conversa não exista.
(Ok, isso ficou só no pensamento).(...)
Wingman 2:(tentando usar a "fusilagem" para cercar a amiga que balbucia:)
- Amigaaaaa, vamos pegar mais bebida?
- Mesmo que eu fosse abstêmica. Caminha, caminha.
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Pior que essa situação é aquela quando a amiga está interessada no cara e cabe a você apoiá-la. Isso, não raro, significa ser simpática com o amigo do alvo. Ser simpática não significa dar mole. Agora explica isso pro camarada.
- Ai, que sono.
- Você tá com sono? Peraí que vou te pagar uma bebida.
-
(em pensamento: "Será que eu digo para ele que álcool não tira o sono mas, a essa altura do campeonato, afeta as regiões responsáveis por habilidades como memória, aprendizado, autocontrole e principalmente motivação!!?") Ah, quer saber? Manda vir.