quinta-feira, 31 de julho de 2008

Paralelo 17


Minha amiga virou hippie.

Uma semana em Arraial D'Ajuda, muita cerveja e pegação com o tatuador da cidade. Pronto. A menina virou outra. Tipo "Hancock" de saia? E sem o charme de Charlize Teron... (A propósito, que filme horroroso!)

E ela ainda culpa o tal do "paralelo 17".

Nada que uma sessão de "Sex and the City" não resolva...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Dinâmica de um flerte natimorto.






O cara te olha a noite inteira, te encara, se aproxima, conversa, conversa, você avalia, avalia, ele se gaba, desprestigia o "wingman", você analisa, ele se aproxima, você titubeia, ele beija, você, idem e pensa: "uau".

Você nem chegou em casa e ele te manda mensagem. Você se regozija. Nem responde.

No dia seguinte, você manda algumas linhas. Ele reclama. Você nem se abala.

Sexta-feira. Ele "delimita o terreno". Liga. Você não atende (dessa vez não deliberadamente). Ele manda mensagem. Você, monossilábica. Ele se interessa.

Quarta-feira. Ele liga. Coloca à venda o amigo-gato. Quer que você leve sua amiga. Você, ok, ok. Ele se despede, você liga para a manicure e tenta agendar uma limpeza de pele express.

Quinta-feira. O dia do encontro. Ele manda mensagem: "Meu amor...blá blá blá. Vamos deixar pra sexta?". Você pensa: "pega e morre", nem responde. Liga para a amiga e mantém a saída.

4 horas depois. Ele retransmite a mensagem e exige uma resposta. Você responde. "Ok". Ele replica, você desdenha, quer sair hoje ainda.

Saldo do dia: menos um para administrar.

sábado, 12 de julho de 2008

Too late

Ok, nós conhecemos o termo "wingman". Ele é usado para designar aquele cara que, na paquera, distrai, confunde e pentelha a sua amiga enquanto o amigo dele, ou "pilot", aborda o "alvo", ou seja, você. Nem sempre cabe ao "wingman" a amiga menos bonita, digamos assim. Às vezes, ambos os espécimes masculinos - note a ênfase biológica a despeito da aeronáutica - comportam-se ora como "pilots", ora como "wingmen". Tudo é relativo.

Uma coisa é certa no entanto: a tolerância é muito menor quando ambos, por limitação cognitiva ou auto-compaixão agem como "wingmen":

- Amiga, bora sair daqui porque dois ploc-monsters estão olhando para cá e vão chegar em menos de 40 segundos... Anda, mulher. Caminha, caminha.

(...)

- (cochicho) Too late. Droga, eu falei pra você agilizar.

(...)

Wingman 1:
- Você vem sempre aqui?
- (foi isso mesmo que ouvi???) Não, não venho nunca. Agora, por exemplo, não estou aqui, o que faz com que esta conversa não exista. (Ok, isso ficou só no pensamento).

(...)

Wingman 2:
(tentando usar a "fusilagem" para cercar a amiga que balbucia:)
- Amigaaaaa, vamos pegar mais bebida?
- Mesmo que eu fosse abstêmica. Caminha, caminha.
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Pior que essa situação é aquela quando a amiga está interessada no cara e cabe a você apoiá-la. Isso, não raro, significa ser simpática com o amigo do alvo. Ser simpática não significa dar mole. Agora explica isso pro camarada.

- Ai, que sono.
- Você tá com sono? Peraí que vou te pagar uma bebida.
- (em pensamento: "Será que eu digo para ele que álcool não tira o sono mas, a essa altura do campeonato, afeta as regiões responsáveis por habilidades como memória, aprendizado, autocontrole e principalmente motivação!!?") Ah, quer saber? Manda vir.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

"Lei Seca", vizinhos e tattoos.

A quarta-feira seca me fez atentar para isto: a nova lei sobre limites de alcoolemia fomentou a relação entre vizinhos.

Para evitar blitz, muitas pessoas têm preferido beber em bares próximos de casa. Pessoas que antes mal se cumprimentavam no elevador ou na padaria do bairro, agora se vêem submetidas a uma interação forçada. Ontem, por exemplo, conheci 3 ou 4 pessoas do meu bairro. Não fosse a lei, dificilmente teria tido essa oportunidade. Ao final, 15 minutos de conversa foram suficientes para eu lembrar porque evito interagir com vizinhos...

Ontem ainda deparei-me com outra questão. O que pensar de um homem com tatuagens de nomes de ex pelo corpo?

Pessoalmente, acho bobagem tatuar nomes de pessoas. Chega a ser um paradoxo usar um recurso permanente, a tattoo, para registrar algo que não dura para sempre. Nada é para sempre.

O grotesco da história fica por conta do destino que tomou cada um daqueles nomes depois do fim do relacionamento. O do braço virou não sei o quê. O da barriga, um coelhinho... De grande paixão a coelhinho? Duvido que a homenagem tenha conotação sexual. Deprimente...

Enfim, não fossem as tatuagens, o rapaz seria mais interessante ao meus olhos. Para terminar a noite, o tatuado chamou-me de "noiva", ao que uma amiga comentou: "Onde você vai tatuar o nome dela?" "O dela tem que ser nas costas inteiras, porque é um nome comprido...".


Fiquei pensando: se isso fosse mesmo plausível e um dia a paixão terminasse - como é o natural -, o que meu nome viraria? Dada à extensão, acho que precisaria ser todo o Filo Arthropoda... Ok, exagero. Uma carreira de centopéias seria suficiente.


Lição da noite: "Happiness is nothing more than good health and a bad memory."

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Silicone da discórdia.

Se você pensa em colocar silicone, não se esqueça de - finda sua licença médica por "convalescência pós-cirúrgica" - voltar ao trabalho munida de um pé de arruda ou uma pimenteira. Pé, não. Uma palmeira. Melhor: uma sequóia de arruda se for possível.

Mas se você não se deixa abater pelo despeito das despeitadas, aja como se nada houvesse, e prepare-se: se não tinha, a partir de agora terá - além das "pechugonas" - vários desafetos...