Para evitar blitz, muitas pessoas têm preferido beber em bares próximos de casa. Pessoas que antes mal se cumprimentavam no elevador ou na padaria do bairro, agora se vêem submetidas a uma interação forçada. Ontem, por exemplo, conheci 3 ou 4 pessoas do meu bairro. Não fosse a lei, dificilmente teria tido essa oportunidade. Ao final, 15 minutos de conversa foram suficientes para eu lembrar porque evito interagir com vizinhos...
Ontem ainda deparei-me com outra questão. O que pensar de um homem com tatuagens de nomes de ex pelo corpo?
Pessoalmente, acho bobagem tatuar nomes de pessoas. Chega a ser um paradoxo usar um recurso permanente, a tattoo, para registrar algo que não dura para sempre. Nada é para sempre.
O grotesco da história fica por conta do destino que tomou cada um daqueles nomes depois do fim do relacionamento. O do braço virou não sei o quê. O da barriga, um coelhinho... De grande paixão a coelhinho? Duvido que a homenagem tenha conotação sexual. Deprimente...

Enfim, não fossem as tatuagens, o rapaz seria mais interessante ao meus olhos. Para terminar a noite, o tatuado chamou-me de "noiva", ao que uma amiga comentou: "Onde você vai tatuar o nome dela?" "O dela tem que ser nas costas inteiras, porque é um nome comprido...".
Fiquei pensando: se isso fosse mesmo plausível e um dia a paixão terminasse - como é o natural -, o que meu nome viraria? Dada à extensão, acho que precisaria ser todo o Filo Arthropoda... Ok, exagero. Uma carreira de centopéias seria suficiente.
Lição da noite: "Happiness is nothing more than good health and a bad memory."
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