Fazer 29 anos é, ao mesmo tempo, prazeroso e cruel: ainda não é 30, mas a contagem regressiva começa agora.
Já contrariei a Mãe Natureza: não procriei até agora. Para ela, sou um fracasso biológico. Todo esse aparato físico-químico apto a gerar vidas totalmente "desperdiçado" com a chegada dos quase-30. Fazer o quê?
A Mãe Natureza não perdoa. Se tento driblá-la ao priorizar objetivos menos reprodutivos, ela é cruel em me fazer lembrar algumas de suas leis mais simples. A da gravidade, por exemplo.
Um blog mulherzinha. Ou não. Mistura de banheiro feminino, sessão de terapia e mesa de boteco. Queixumes existenciais, infortúnios amorosos, lamentações cotidianas e bobagens de toda sorte.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Simples assim.
Ontem assistindo ao adorável "Being There" e ao recente e também agradável "Good", percebi a beleza de algo comum: à mesa de jantar, o barulhinho do vinho sendo despejado no copo, a garrafa sendo delicadamente colocada de volta sobre a mesa e toda a sequência de gestos suaves que se segue.
Se até esse momento eu não tivesse o hábito de beber vinho, a estética da cena certamente levar-me-ia a experimentá-lo.
Em tempo: há outras semelhanças entre os filmes. Vale a pena refletir sobre elas.
Se até esse momento eu não tivesse o hábito de beber vinho, a estética da cena certamente levar-me-ia a experimentá-lo.
Em tempo: há outras semelhanças entre os filmes. Vale a pena refletir sobre elas.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
E tenho dito.
Alguém precisa avisar para os homens - principalmente para os maiores de 25 anos - que enviar bilhetinho pelo garçom, além de ser um atestado de incompetência, está super fora de moda.
A vida como ela é.
A vida é cruel, mas às vezes sabe se redimir razoavelmente.
Assim aconteceu:
Você conhece um cara. Um carinha. Coisa de 6 anos mais novo que você. Todo cheirosinho, coisinha tenra. Mesmo assim, ele é apenas o plano "b" do seu portfólio.
Numa dessas peças que a vida prega, numa inocente segunda-feira, você sai para a balada com seu plano "c" e acaba sendo vista pelo jovem mancebo. Resultado: ele simplesmente não fala mais com você. Muito justo.
A bendita culpa católica, obviamente, vai te consumir, como de fato ocorreu por longos 6 meses. Até que num sábado de sol, você sai com suas irmãs para uns chopps e uma feijoada e se depara com a doce criatura. Aquela culpa quase dormente desperta como de um pesadelo: aflita, com taquicardia e desorientada. Pronto: sou uma bruxa, ele não merecia aquilo, todos me odeiam, e agora? e agora?
Mas como a vida sabe se redimir como ninguém, neste caso com certo quê de sarcasmo, não tardaram 3 dias e eu soube de um segredo que me trouxe a redenção eterna. Ah, a liberdade. Ah, a humanidade, tão cínica e tão humanamente errada. Atire a primeira pedra!
Três dias depois, um amigo em comum contou-me o que escondera por 6 meses - detalhe para o mesmo período de tempo. Aquela coisa tenra de 23 aninhos, todo cheiroso e perfeitinho, queria com ele manter um romance secreto. Nas suas palavras: "eu gosto é de futebol, mas às vezes jogo vôlei". Muito esclarecedor.
Assim aconteceu:
Você conhece um cara. Um carinha. Coisa de 6 anos mais novo que você. Todo cheirosinho, coisinha tenra. Mesmo assim, ele é apenas o plano "b" do seu portfólio.
Numa dessas peças que a vida prega, numa inocente segunda-feira, você sai para a balada com seu plano "c" e acaba sendo vista pelo jovem mancebo. Resultado: ele simplesmente não fala mais com você. Muito justo.
A bendita culpa católica, obviamente, vai te consumir, como de fato ocorreu por longos 6 meses. Até que num sábado de sol, você sai com suas irmãs para uns chopps e uma feijoada e se depara com a doce criatura. Aquela culpa quase dormente desperta como de um pesadelo: aflita, com taquicardia e desorientada. Pronto: sou uma bruxa, ele não merecia aquilo, todos me odeiam, e agora? e agora?
Mas como a vida sabe se redimir como ninguém, neste caso com certo quê de sarcasmo, não tardaram 3 dias e eu soube de um segredo que me trouxe a redenção eterna. Ah, a liberdade. Ah, a humanidade, tão cínica e tão humanamente errada. Atire a primeira pedra!
Três dias depois, um amigo em comum contou-me o que escondera por 6 meses - detalhe para o mesmo período de tempo. Aquela coisa tenra de 23 aninhos, todo cheiroso e perfeitinho, queria com ele manter um romance secreto. Nas suas palavras: "eu gosto é de futebol, mas às vezes jogo vôlei". Muito esclarecedor.
domingo, 2 de novembro de 2008
"Gene gay"?
Uma reportagem da Revista Época (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI16217-15224,00-QUESTAO+DE+JEITO.html) causou polêmica entre os internautas que leram a matéria no site. Segundo a reportagem, uma nova pesquisa sugere que a presença de possíveis genes "gays" em homens heterossexuais atrairia as mulheres.
Toda sorte de opinião foi manifestada ali, mas o que mais chamou a atenção foi o volume de críticas sobre o homossexualismo. Algumas opiniões eram temperadas com fanatismo religioso, outras tantas, com lamentável preconceito irracional. Falou-se em "banalização da homossexualidade" como quem fala em "apologia às drogas".
Penso o seguinte: existem gays como existem pessoas com olhos verdes ou pretos, pessoas brancas ou amarelas, algumas com propensão genética a desenvolver certo tipo de câncer ou mais aptas à prática de determinado esporte, etc. Acredito que a característica em questão é transmitida geneticamente como qualquer outra que compõe um indivíduo. Não desconsidero os fatores ambientais, é claro, mas a base é, sim, genética. (Sobre este ponto, tenho discussões homéricas com minha irmã quase diariamente. Ela é psicóloga comportamental; mas esta é outra história).
A discussão acabou pendendo para a questão da homossexualidade meramente e deixou de lado o ponto levantado pela reportagem: o fato de que as mulheres valorizam nos homens certo grau de gentileza, atenção e bons modos. Eu disse "certo grau". Todo o resto continua valendo: gostamos de homens decididos, viris, de porte atlético, traços marcantes. Poderia estender a lista fazendo referência àquelas características buscadas instintivamente pelas fêmeas em seus parceiros, mas acho que já extrapolei minha cota de argumentos biológicos do dia.
O fato é que muitos leitores (heterossexuais) da matéria sentiram-se de certo modo ofendidos pela mera possibilidade de terem em seu patrimônio genético um possível gene gay que atrairia as mulheres. Machismo tem limite. E as conclusões do estudo em questão, também. Tudo não passa ainda de pesquisa. O que atrai as mulheres (heterossexuais ou não) não é uma ou outra característica alegadamente gay, mas atitudes gentis e respeitosas. E isso não depende do sexo.
Toda sorte de opinião foi manifestada ali, mas o que mais chamou a atenção foi o volume de críticas sobre o homossexualismo. Algumas opiniões eram temperadas com fanatismo religioso, outras tantas, com lamentável preconceito irracional. Falou-se em "banalização da homossexualidade" como quem fala em "apologia às drogas".
Penso o seguinte: existem gays como existem pessoas com olhos verdes ou pretos, pessoas brancas ou amarelas, algumas com propensão genética a desenvolver certo tipo de câncer ou mais aptas à prática de determinado esporte, etc. Acredito que a característica em questão é transmitida geneticamente como qualquer outra que compõe um indivíduo. Não desconsidero os fatores ambientais, é claro, mas a base é, sim, genética. (Sobre este ponto, tenho discussões homéricas com minha irmã quase diariamente. Ela é psicóloga comportamental; mas esta é outra história).
A discussão acabou pendendo para a questão da homossexualidade meramente e deixou de lado o ponto levantado pela reportagem: o fato de que as mulheres valorizam nos homens certo grau de gentileza, atenção e bons modos. Eu disse "certo grau". Todo o resto continua valendo: gostamos de homens decididos, viris, de porte atlético, traços marcantes. Poderia estender a lista fazendo referência àquelas características buscadas instintivamente pelas fêmeas em seus parceiros, mas acho que já extrapolei minha cota de argumentos biológicos do dia.
O fato é que muitos leitores (heterossexuais) da matéria sentiram-se de certo modo ofendidos pela mera possibilidade de terem em seu patrimônio genético um possível gene gay que atrairia as mulheres. Machismo tem limite. E as conclusões do estudo em questão, também. Tudo não passa ainda de pesquisa. O que atrai as mulheres (heterossexuais ou não) não é uma ou outra característica alegadamente gay, mas atitudes gentis e respeitosas. E isso não depende do sexo.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Ele quer casar.

Há mulheres compulsivas por doces, por bolsas, por sapatos. Ok.
Mas homem compulsivo por casamento? Muuuito estranho...
Bom partido em todos os aspectos e um defeito básico: casou-se 3 vezes. A natureza masculina simplesmente não é assim. Um cara que queira casar com você depois de três encontros deve ser objeto de estudo. Desconfie.
Não que eu esteja subestimando meu charme, mas cá entre nós, ele quer casar! Bizarro.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Paralelo 17

Minha amiga virou hippie.
Uma semana em Arraial D'Ajuda, muita cerveja e pegação com o tatuador da cidade. Pronto. A menina virou outra. Tipo "Hancock" de saia? E sem o charme de Charlize Teron... (A propósito, que filme horroroso!)
E ela ainda culpa o tal do "paralelo 17".
Nada que uma sessão de "Sex and the City" não resolva...
Uma semana em Arraial D'Ajuda, muita cerveja e pegação com o tatuador da cidade. Pronto. A menina virou outra. Tipo "Hancock" de saia? E sem o charme de Charlize Teron... (A propósito, que filme horroroso!)
E ela ainda culpa o tal do "paralelo 17".
Nada que uma sessão de "Sex and the City" não resolva...
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Dinâmica de um flerte natimorto.

O cara te olha a noite inteira, te encara, se aproxima, conversa, conversa, você avalia, avalia, ele se gaba, desprestigia o "wingman", você analisa, ele se aproxima, você titubeia, ele beija, você, idem e pensa: "uau".
Você nem chegou em casa e ele te manda mensagem. Você se regozija. Nem responde.
No dia seguinte, você manda algumas linhas. Ele reclama. Você nem se abala.
Sexta-feira. Ele "delimita o terreno". Liga. Você não atende (dessa vez não deliberadamente). Ele manda mensagem. Você, monossilábica. Ele se interessa.
Quarta-feira. Ele liga. Coloca à venda o amigo-gato. Quer que você leve sua amiga. Você, ok, ok. Ele se despede, você liga para a manicure e tenta agendar uma limpeza de pele express.
Quinta-feira. O dia do encontro. Ele manda mensagem: "Meu amor...blá blá blá. Vamos deixar pra sexta?". Você pensa: "pega e morre", nem responde. Liga para a amiga e mantém a saída.
4 horas depois. Ele retransmite a mensagem e exige uma resposta. Você responde. "Ok". Ele replica, você desdenha, quer sair hoje ainda.
Saldo do dia: menos um para administrar.
Você nem chegou em casa e ele te manda mensagem. Você se regozija. Nem responde.
No dia seguinte, você manda algumas linhas. Ele reclama. Você nem se abala.
Sexta-feira. Ele "delimita o terreno". Liga. Você não atende (dessa vez não deliberadamente). Ele manda mensagem. Você, monossilábica. Ele se interessa.
Quarta-feira. Ele liga. Coloca à venda o amigo-gato. Quer que você leve sua amiga. Você, ok, ok. Ele se despede, você liga para a manicure e tenta agendar uma limpeza de pele express.
Quinta-feira. O dia do encontro. Ele manda mensagem: "Meu amor...blá blá blá. Vamos deixar pra sexta?". Você pensa: "pega e morre", nem responde. Liga para a amiga e mantém a saída.
4 horas depois. Ele retransmite a mensagem e exige uma resposta. Você responde. "Ok". Ele replica, você desdenha, quer sair hoje ainda.
Saldo do dia: menos um para administrar.
sábado, 12 de julho de 2008
Too late
Ok, nós conhecemos o termo "wingman". Ele é usado para designar aquele cara que, na paquera, distrai, confunde e pentelha a sua amiga enquanto o amigo dele, ou "pilot", aborda o "alvo", ou seja, você. Nem sempre cabe ao "wingman" a amiga menos bonita, digamos assim. Às vezes, ambos os espécimes masculinos - note a ênfase biológica a despeito da aeronáutica - comportam-se ora como "pilots", ora como "wingmen". Tudo é relativo.
Uma coisa é certa no entanto: a tolerância é muito menor quando ambos, por limitação cognitiva ou auto-compaixão agem como "wingmen":
- Amiga, bora sair daqui porque dois ploc-monsters estão olhando para cá e vão chegar em menos de 40 segundos... Anda, mulher. Caminha, caminha.
(...)
- (cochicho) Too late. Droga, eu falei pra você agilizar.
(...)
Wingman 1:
- Você vem sempre aqui?
- (foi isso mesmo que ouvi???) Não, não venho nunca. Agora, por exemplo, não estou aqui, o que faz com que esta conversa não exista. (Ok, isso ficou só no pensamento).
(...)
Wingman 2:
(tentando usar a "fusilagem" para cercar a amiga que balbucia:)
- Amigaaaaa, vamos pegar mais bebida?
- Mesmo que eu fosse abstêmica. Caminha, caminha.
-----------------------------------------------------------------------------
Pior que essa situação é aquela quando a amiga está interessada no cara e cabe a você apoiá-la. Isso, não raro, significa ser simpática com o amigo do alvo. Ser simpática não significa dar mole. Agora explica isso pro camarada.
- Ai, que sono.
- Você tá com sono? Peraí que vou te pagar uma bebida.
- (em pensamento: "Será que eu digo para ele que álcool não tira o sono mas, a essa altura do campeonato, afeta as regiões responsáveis por habilidades como memória, aprendizado, autocontrole e principalmente motivação!!?") Ah, quer saber? Manda vir.
Uma coisa é certa no entanto: a tolerância é muito menor quando ambos, por limitação cognitiva ou auto-compaixão agem como "wingmen":
- Amiga, bora sair daqui porque dois ploc-monsters estão olhando para cá e vão chegar em menos de 40 segundos... Anda, mulher. Caminha, caminha.
(...)
- (cochicho) Too late. Droga, eu falei pra você agilizar.
(...)
Wingman 1:
- Você vem sempre aqui?
- (foi isso mesmo que ouvi???) Não, não venho nunca. Agora, por exemplo, não estou aqui, o que faz com que esta conversa não exista. (Ok, isso ficou só no pensamento).
(...)
Wingman 2:
(tentando usar a "fusilagem" para cercar a amiga que balbucia:)
- Amigaaaaa, vamos pegar mais bebida?
- Mesmo que eu fosse abstêmica. Caminha, caminha.
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Pior que essa situação é aquela quando a amiga está interessada no cara e cabe a você apoiá-la. Isso, não raro, significa ser simpática com o amigo do alvo. Ser simpática não significa dar mole. Agora explica isso pro camarada.
- Ai, que sono.
- Você tá com sono? Peraí que vou te pagar uma bebida.
- (em pensamento: "Será que eu digo para ele que álcool não tira o sono mas, a essa altura do campeonato, afeta as regiões responsáveis por habilidades como memória, aprendizado, autocontrole e principalmente motivação!!?") Ah, quer saber? Manda vir.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
"Lei Seca", vizinhos e tattoos.
A quarta-feira seca me fez atentar para isto: a nova lei sobre limites de alcoolemia fomentou a relação entre vizinhos.
Para evitar blitz, muitas pessoas têm preferido beber em bares próximos de casa. Pessoas que antes mal se cumprimentavam no elevador ou na padaria do bairro, agora se vêem submetidas a uma interação forçada. Ontem, por exemplo, conheci 3 ou 4 pessoas do meu bairro. Não fosse a lei, dificilmente teria tido essa oportunidade. Ao final, 15 minutos de conversa foram suficientes para eu lembrar porque evito interagir com vizinhos...
Ontem ainda deparei-me com outra questão. O que pensar de um homem com tatuagens de nomes de ex pelo corpo?
Pessoalmente, acho bobagem tatuar nomes de pessoas. Chega a ser um paradoxo usar um recurso permanente, a tattoo, para registrar algo que não dura para sempre. Nada é para sempre.
O grotesco da história fica por conta do destino que tomou cada um daqueles nomes depois do fim do relacionamento. O do braço virou não sei o quê. O da barriga, um coelhinho... De grande paixão a coelhinho? Duvido que a homenagem tenha conotação sexual. Deprimente...
Enfim, não fossem as tatuagens, o rapaz seria mais interessante ao meus olhos. Para terminar a noite, o tatuado chamou-me de "noiva", ao que uma amiga comentou: "Onde você vai tatuar o nome dela?" "O dela tem que ser nas costas inteiras, porque é um nome comprido...".
Fiquei pensando: se isso fosse mesmo plausível e um dia a paixão terminasse - como é o natural -, o que meu nome viraria? Dada à extensão, acho que precisaria ser todo o Filo Arthropoda... Ok, exagero. Uma carreira de centopéias seria suficiente.
Lição da noite: "Happiness is nothing more than good health and a bad memory."
Para evitar blitz, muitas pessoas têm preferido beber em bares próximos de casa. Pessoas que antes mal se cumprimentavam no elevador ou na padaria do bairro, agora se vêem submetidas a uma interação forçada. Ontem, por exemplo, conheci 3 ou 4 pessoas do meu bairro. Não fosse a lei, dificilmente teria tido essa oportunidade. Ao final, 15 minutos de conversa foram suficientes para eu lembrar porque evito interagir com vizinhos...
Ontem ainda deparei-me com outra questão. O que pensar de um homem com tatuagens de nomes de ex pelo corpo?
Pessoalmente, acho bobagem tatuar nomes de pessoas. Chega a ser um paradoxo usar um recurso permanente, a tattoo, para registrar algo que não dura para sempre. Nada é para sempre.
O grotesco da história fica por conta do destino que tomou cada um daqueles nomes depois do fim do relacionamento. O do braço virou não sei o quê. O da barriga, um coelhinho... De grande paixão a coelhinho? Duvido que a homenagem tenha conotação sexual. Deprimente...

Enfim, não fossem as tatuagens, o rapaz seria mais interessante ao meus olhos. Para terminar a noite, o tatuado chamou-me de "noiva", ao que uma amiga comentou: "Onde você vai tatuar o nome dela?" "O dela tem que ser nas costas inteiras, porque é um nome comprido...".
Fiquei pensando: se isso fosse mesmo plausível e um dia a paixão terminasse - como é o natural -, o que meu nome viraria? Dada à extensão, acho que precisaria ser todo o Filo Arthropoda... Ok, exagero. Uma carreira de centopéias seria suficiente.
Lição da noite: "Happiness is nothing more than good health and a bad memory."
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Silicone da discórdia.
Se você pensa em colocar silicone, não se esqueça de - finda sua licença médica por "convalescência pós-cirúrgica" - voltar ao trabalho munida de um pé de arruda ou uma pimenteira. Pé, não. Uma palmeira. Melhor: uma sequóia de arruda se for possível.
Mas se você não se deixa abater pelo despeito das despeitadas, aja como se nada houvesse, e prepare-se: se não tinha, a partir de agora terá - além das "pechugonas" - vários desafetos...
Mas se você não se deixa abater pelo despeito das despeitadas, aja como se nada houvesse, e prepare-se: se não tinha, a partir de agora terá - além das "pechugonas" - vários desafetos...
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A vida como ela é.

The meeting of two personalities is like the contact of two chemical substances: if there is any reaction, both are transformed.
(Carl Jung)
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Outro dia questionei-me sobre onde estariam as pessoas da década de 70.
Quer saber? Por ora contento-me com 1986.
Como são tenras as pessoas desse ano...
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Outro dia questionei-me sobre onde estariam as pessoas da década de 70.
Quer saber? Por ora contento-me com 1986.
Como são tenras as pessoas desse ano...
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
Os homens e as orações subordinadas adverbiais condicionais.
Orações subordinadas adverbiais condicionais.

Impõem uma condição para que o fato contido na oração principal ocorra. Inicia-se por: se, caso, desde que, a não ser que, uma vez que, contato que.
Largamente utilizada pelos espécimes masculinos para estipular condições falaciosas. Bendita Língua Portuguesa.
Exemplos:
- Passarei aí para te dar um beijo caso consiga 30 min. de folga no plantão.
- Levo-te para jantar hoje desde que passes lá em casa depois.
- Eu te serei eternamente fiel, contanto que não apareça outra na minha frente...
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Tinturas, médicos e sacis.

Num surto de autonomia e resolução quase-balzaca, colori minhas madeixas de Vênus. As incautas melenas alouradas tornaram-se rubras como magma. Resumindo: "em time que está ganhando não se mexe".
Toda mulher tem uma amiga companheira para os momentos de dor-de-cotovelo, tristezas por intrigas no trabalho, TPM e afins. Sorte minha tenho uma dessas:
- Vamos sair para você estrear o cabelo novo!
- Tá louca? Não saio na rua com essa arapuca de pegar saci...
(...)
- Oi, tudo bem? Você tem um sorriso muito bonito... Blá, blá blá, ...
- Patati patata...
- Piriri-poróró... eu sou neuro-cirurgião.
- Er...hã...UAU!
(...)
- Amiga do céu, Doctor Carter ligou.
- Hum... Castanho acobreado, certo?
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Born in the 70's.

Onde estão as pessoas nascidas na década de 70?
E o que houve em 1983? Alguma espécie de "baby boom" dos trópicos? Pelo que sei, o Brasil vivia sua década perdida. Por que as pessoas teriam filhos nesse período?! Nada contra, mas ultimamente todo mundo tem 25 anos! E como são simpáticos... Argh!
Será que as pessoas de 30 e poucos anos estão todas casadas, enroladas e/ou enfurnadas em alguma espécie de universo paralelo?
Conhecer alguém com essa idade tornou-se tarefa ingrata. Nunca pensei que fosse achar isso mas, se me dizem "tenho 25 anos", simplesmente penso com meus botões: "ah, pega e morre".
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Poema a tua demanda
Busco deleite e aconchego na mansidão do teu beijo.
Quero beijar tua impaciência que teima não teima em me deixar.
Se sinto ou não vejo, buscas em mim auto-apreço.
Menina-mulher em construção, confesso e reconheço - és bom e te amo.
Abre-te a mim que palavras não têm sustento.
Amar-te não é segredo.
Cala-te e meu seio brasa te mostra o quanto.
Apenas pensa e me nina, que sou tua menina e não teu canto.
Respira fundo e sedento a evanescência de cada olhar que te lanço, que são teus e dizem tudo.
Sou teu papel em branco.
Risca-me ao léu, como a caminho do gozo sabido e imprevisto.
Ou com intento, como quando tocas a aureóla ao meu comando.
Se sinto e te vejo, nada digo mas te beijo.
Se não beijo e não te sinto, te desejo.
E me cobras teu preço.
Palavras não são minha virtude. Nem secas, nem molhadas.
O que não ouves e o que sentes terás sempre de mim.
Desmedidamente.
Quero, enfim, beijar tua extravagância.
Assistir a tua fúria.
Rasgar minha elegância.
Saciar tua imprudência.
E não antes que a última porta se feche, farta,
discernir a minha essência.
Busco deleite e aconchego na mansidão do teu beijo.
Quero beijar tua impaciência que teima não teima em me deixar.
Se sinto ou não vejo, buscas em mim auto-apreço.
Menina-mulher em construção, confesso e reconheço - és bom e te amo.
Abre-te a mim que palavras não têm sustento.
Amar-te não é segredo.
Cala-te e meu seio brasa te mostra o quanto.
Apenas pensa e me nina, que sou tua menina e não teu canto.
Respira fundo e sedento a evanescência de cada olhar que te lanço, que são teus e dizem tudo.
Sou teu papel em branco.
Risca-me ao léu, como a caminho do gozo sabido e imprevisto.
Ou com intento, como quando tocas a aureóla ao meu comando.
Se sinto e te vejo, nada digo mas te beijo.
Se não beijo e não te sinto, te desejo.
E me cobras teu preço.
Palavras não são minha virtude. Nem secas, nem molhadas.
O que não ouves e o que sentes terás sempre de mim.
Desmedidamente.
Quero, enfim, beijar tua extravagância.
Assistir a tua fúria.
Rasgar minha elegância.
Saciar tua imprudência.
E não antes que a última porta se feche, farta,
discernir a minha essência.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Début.
Estréia estranha. Quando mais me falta o tempo, mais falta faz a pena.
Cá estou, inpirada mas nem tanto.
Vejamos o que acontece.
Cá estou, inpirada mas nem tanto.
Vejamos o que acontece.
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