A vida é cruel, mas às vezes sabe se redimir razoavelmente.
Assim aconteceu:
Você conhece um cara. Um carinha. Coisa de 6 anos mais novo que você. Todo cheirosinho, coisinha tenra. Mesmo assim, ele é apenas o plano "b" do seu portfólio.
Numa dessas peças que a vida prega, numa inocente segunda-feira, você sai para a balada com seu plano "c" e acaba sendo vista pelo jovem mancebo. Resultado: ele simplesmente não fala mais com você. Muito justo.
A bendita culpa católica, obviamente, vai te consumir, como de fato ocorreu por longos 6 meses. Até que num sábado de sol, você sai com suas irmãs para uns chopps e uma feijoada e se depara com a doce criatura. Aquela culpa quase dormente desperta como de um pesadelo: aflita, com taquicardia e desorientada. Pronto: sou uma bruxa, ele não merecia aquilo, todos me odeiam, e agora? e agora?
Mas como a vida sabe se redimir como ninguém, neste caso com certo quê de sarcasmo, não tardaram 3 dias e eu soube de um segredo que me trouxe a redenção eterna. Ah, a liberdade. Ah, a humanidade, tão cínica e tão humanamente errada. Atire a primeira pedra!
Três dias depois, um amigo em comum contou-me o que escondera por 6 meses - detalhe para o mesmo período de tempo. Aquela coisa tenra de 23 aninhos, todo cheiroso e perfeitinho, queria com ele manter um romance secreto. Nas suas palavras: "eu gosto é de futebol, mas às vezes jogo vôlei". Muito esclarecedor.
Um comentário:
Just fabulous!
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