terça-feira, 31 de agosto de 2010

Da série: o que o amor não é. #1

Não culpe o amor pelos centímetros a mais na cintura. Amar não é adotar a dieta do namorado apenas por empatia. Amar é outra coisa.



From dust to dust.

Com 30 e uns quebrados, percebo que perdi muito tempo reclamando à toa. Passei meu último ano na casa dos 20 anunciando aos quatro ventos que estava pra fazer 30. Desde então, ganhei, merecidamente, o precoce apelido de "vozinha". Cá entre nós, não troco meus 30 pelos 21 de muita menina por aí.

A diferença é que agora as pessoas notam que você não é mais uma jovenzinha. Se antes perguntavam minha idade e se espantavam com a resposta, agora a história é outra. A abordagem passou a ser: "você está muito bem para a sua idade". Vem cá. Não pedi parecer geriátrico.

De qualquer forma, o saldo é positivo. Parei de me estressar com o fantasma dos 30 - minhas amigas agradecem - e a sensação é de alívio. De leveza, na verdade. É tão mais simples do que eu pensava. Claro, se você não está solteira e "freaking out" para achar um marido, a fase é bem divertida. Como estou nesta vida a passeio - na janela, sempre -, a ideia é curtir a paisagem, observando-a quadro-a-quadro, porque essa história de comprar o capacete antes de ter uma moto nunca fez muito sentido para mim.