sexta-feira, 14 de novembro de 2008

E tenho dito.

Alguém precisa avisar para os homens - principalmente para os maiores de 25 anos - que enviar bilhetinho pelo garçom, além de ser um atestado de incompetência, está super fora de moda.

A vida como ela é.

A vida é cruel, mas às vezes sabe se redimir razoavelmente.

Assim aconteceu:

Você conhece um cara. Um carinha. Coisa de 6 anos mais novo que você. Todo cheirosinho, coisinha tenra. Mesmo assim, ele é apenas o plano "b" do seu portfólio.

Numa dessas peças que a vida prega, numa inocente segunda-feira, você sai para a balada com seu plano "c" e acaba sendo vista pelo jovem mancebo. Resultado: ele simplesmente não fala mais com você. Muito justo.

A bendita culpa católica, obviamente, vai te consumir, como de fato ocorreu por longos 6 meses. Até que num sábado de sol, você sai com suas irmãs para uns chopps e uma feijoada e se depara com a doce criatura. Aquela culpa quase dormente desperta como de um pesadelo: aflita, com taquicardia e desorientada. Pronto: sou uma bruxa, ele não merecia aquilo, todos me odeiam, e agora? e agora?

Mas como a vida sabe se redimir como ninguém, neste caso com certo quê de sarcasmo, não tardaram 3 dias e eu soube de um segredo que me trouxe a redenção eterna. Ah, a liberdade. Ah, a humanidade, tão cínica e tão humanamente errada. Atire a primeira pedra!

Três dias depois, um amigo em comum contou-me o que escondera por 6 meses - detalhe para o mesmo período de tempo. Aquela coisa tenra de 23 aninhos, todo cheiroso e perfeitinho, queria com ele manter um romance secreto. Nas suas palavras: "eu gosto é de futebol, mas às vezes jogo vôlei". Muito esclarecedor.

domingo, 2 de novembro de 2008

"Gene gay"?

Uma reportagem da Revista Época (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI16217-15224,00-QUESTAO+DE+JEITO.html) causou polêmica entre os internautas que leram a matéria no site. Segundo a reportagem, uma nova pesquisa sugere que a presença de possíveis genes "gays" em homens heterossexuais atrairia as mulheres.

Toda sorte de opinião foi manifestada ali, mas o que mais chamou a atenção foi o volume de críticas sobre o homossexualismo. Algumas opiniões eram temperadas com fanatismo religioso, outras tantas, com lamentável preconceito irracional. Falou-se em "banalização da homossexualidade" como quem fala em "apologia às drogas".

Penso o seguinte: existem gays como existem pessoas com olhos verdes ou pretos, pessoas brancas ou amarelas, algumas com propensão genética a desenvolver certo tipo de câncer ou mais aptas à prática de determinado esporte, etc. Acredito que a característica em questão é transmitida geneticamente como qualquer outra que compõe um indivíduo. Não desconsidero os fatores ambientais, é claro, mas a base é, sim, genética. (Sobre este ponto, tenho discussões homéricas com minha irmã quase diariamente. Ela é psicóloga comportamental; mas esta é outra história).

A discussão acabou pendendo para a questão da homossexualidade meramente e deixou de lado o ponto levantado pela reportagem: o fato de que as mulheres valorizam nos homens certo grau de gentileza, atenção e bons modos. Eu disse "certo grau". Todo o resto continua valendo: gostamos de homens decididos, viris, de porte atlético, traços marcantes. Poderia estender a lista fazendo referência àquelas características buscadas instintivamente pelas fêmeas em seus parceiros, mas acho que já extrapolei minha cota de argumentos biológicos do dia.

O fato é que muitos leitores (heterossexuais) da matéria sentiram-se de certo modo ofendidos pela mera possibilidade de terem em seu patrimônio genético um possível gene gay que atrairia as mulheres. Machismo tem limite. E as conclusões do estudo em questão, também. Tudo não passa ainda de pesquisa. O que atrai as mulheres (heterossexuais ou não) não é uma ou outra característica alegadamente gay, mas atitudes gentis e respeitosas. E isso não depende do sexo.