quarta-feira, 16 de julho de 2008

Dinâmica de um flerte natimorto.






O cara te olha a noite inteira, te encara, se aproxima, conversa, conversa, você avalia, avalia, ele se gaba, desprestigia o "wingman", você analisa, ele se aproxima, você titubeia, ele beija, você, idem e pensa: "uau".

Você nem chegou em casa e ele te manda mensagem. Você se regozija. Nem responde.

No dia seguinte, você manda algumas linhas. Ele reclama. Você nem se abala.

Sexta-feira. Ele "delimita o terreno". Liga. Você não atende (dessa vez não deliberadamente). Ele manda mensagem. Você, monossilábica. Ele se interessa.

Quarta-feira. Ele liga. Coloca à venda o amigo-gato. Quer que você leve sua amiga. Você, ok, ok. Ele se despede, você liga para a manicure e tenta agendar uma limpeza de pele express.

Quinta-feira. O dia do encontro. Ele manda mensagem: "Meu amor...blá blá blá. Vamos deixar pra sexta?". Você pensa: "pega e morre", nem responde. Liga para a amiga e mantém a saída.

4 horas depois. Ele retransmite a mensagem e exige uma resposta. Você responde. "Ok". Ele replica, você desdenha, quer sair hoje ainda.

Saldo do dia: menos um para administrar.

Um comentário:

Vivi disse...

De repente, melhor assim. A logística dos homens é enfadonha, fica difícil administrar os que já começam com poréns. E no final, eles casam com vc e descobrem que não é bem isso que eles queriam.

Como diz vc, pega e morre.